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Dicionário de Economês: CDB - Certificado de Depósito Bancário

Atualizado: 23 de mai. de 2022

Edição e Produção de Vídeos: Renato Rocha Prado

Revisão de Conteúdo: Isabel Franson


Sumário do Artigo

 
 



Definição técnica*: O CDB, certificado de depósito bancário, é um investimento de renda fixa bancário, trata-se de um título de dívida relativo à um depósito a prazo. É uma das principais fontes de captação de recursos das instituições financeiras bancárias. Ao contratar um CDB o investidor empresta seus recursos ao Banco Emissor do CDB, durante um prazo determinado e com uma taxa de rentabilidade acordada. Ao término do prazo o investidor recebe seu dinheiro com acréscimo de juros, resultante da taxa acordada multiplicada pelo prazo decorrido. A cobrança de IR se dá na fonte de acordo com tabela. A rentabilidade de um CDB nunca é negativa. Se a instituição financeira for registrada no FGC a aplicação tem cobertura em até R$250mil por CPF. Em caso de resgate antes do prazo de vencimento, o prazo mínimo de permanência ou carência deve ser respeitado e o cliente receberá apenas uma remuneração proporcional e inferior ao acordado por conta do deságio. Em aplicações com prazo inferior a 30 dias incidirá IOF de acordo com tabela, também recolhido na fonte. A rentabilidade pode ser dada por Taxa de Juros Pré Fixada, Indexador de Juros Pós Fixado, Combinação de ambos, Correção Monetária, Indexação ao Dólar ou combinação de quaisquer desses. O Prazo mínimo de aplicação é de 1 dia e o máximo é definido pelo emissor, há casos de CDBs com mais de1800 dias de prazo. A Liquidez deve ser anunciada, podendo ser diária, com carência ou apenas no vencimento. O CDB é uma das aplicações de Renda Fixa de menor risco, por conta da cobertura do FGC, fiscalização do Banco Central e rentabilidade sempre positiva, ainda assim, o principal risco é o de Crédito.


Exemplos de Ativos de Renda Fixa no Brasil: CDB Pré, CDB Pós, CDB Híbrido, CDB Liquidez Diáiria e CDB Swap.


Características do CDB: Emissor, Prazo de Duração, Liquidez, Indexador de Rentabilidade, Periodicidadede e Forma de Remuneração, Garantias (opcional), Proteção do FGC (no caso da Instituição Financeira ser aderente do FGC), Tributação de IR na fonte, IOF nos primeiros 30 dias em caso de resgate antecipado e Aplicação Mínima.


Exemplo simplificado de Investimento em CDB: Uma aplicação de CDB Pré emitida pelo banco Delphos, com aplicação mínima de R$100, oferece uma rentabilidade de 5% a.a. por um período de 360 dias, com Liquidez após carência de 90 dias, conta com cobertura do FGC e com tributação de 20% de IR sobre o lucro financeiro.


Acesse aqui nosso simulador de renda fixa bancária



Tabela de Tributação de IR na Renda Fixa (Junho/2021)


Tabela de Tributação de IOF na Renda Fixa (Junho/2021) Em caso de resgate antes de 30 dias


* Adaptado de: www.investidor.gov.br/menu/Menu_Investidor/Old/Valores_Mobiliarios.html



Explicação do Economês da F Fatorial:


O CDB, assim como LCA, LCI e LC, faz parte da Renda Fixa Bancária, uma categoria de investimentos, dentro da renda fixa, que tem por característica principal o fato de o Emissor ser uma instituição financeira e a cobertura do FGC.


A única diferença entre essas várias nomenclaturas (que no futuro serão padronizadas e reduzidas para não gerar confusão) é o tipo de instituição financeira que emite o título de dívida. CDB é emitido por bancos, LC por financeiras, LCA por bancos com linhas de crédito agrícola e LCI por bancos com linha de crédito para construção civil.

Todo Banco precisa de dinheiro para funcionar e financiar suas operações diárias, os grandes bancos comerciais como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa Econômica Federal, têm muitos correntistas com saldo em conta corrente, por isso, eles trabalham com o dinheiro de seus clientes, emprestando ou usando esse dinheiro como lastro para financiamentos e empréstimos.


Quando você pega um empréstimo/financiamento num banco comercial ou utiliza o cheque especial/cartão de crédito, você está fazendo uma operação de crédito, o banco está emprestando dinheiro a você, esse dinheiro que ele te empresta vem dos saldos em conta corrente de seus clientes. Ou seja, se você deixa seu dinheiro parado na conta corrente do banco por 1 dia, pode ter certeza que o banco está emprestando o seu dinheiro para outra pessoa.


Acontece que ao longo do dia imprevistos ocorrem, os clientes podem atrasar os pagamentos dos empréstimos, ou podem acabar utilizando seu dinheiro na conta corrente, daí o banco fica numa "saia justa" pois ele não pode fechar o dia no negativo. Assim, eles precisam de uma fonte alternativa de recursos para não depender apenas do dinheiro de seus clientes. É aí que entra o CDB.


O CDB é como um empréstimo só que agora em vez de você pegar dinheiro emprestado do banco, ele vai pegar dinheiro emprestado de você investidor. Esse dinheiro é muito mais conveniente para o banco, o investidor empresta dinheiro ao banco e se compromete a deixar o dinheiro lá parado durante o período firmado (seja o de carência ou vencimento da aplicação).

Isso dá muita liberadade para o banco trabalhar com esse dinheiro, pois, ao contrário dos saldos em conta corrente que os clientes podem eventualmente sacar ou utilizar a qualquer momento, o valor captado com CDB vai ficar lá parado.


Logicamente, nada nessa vida é de graça, nem mesmo para os bancos, o investidor abre mão do seu dinheiro, abre mão de um determinado tempo (o prazo do CDB) e abre mão da liquidez (no caso dos CDBs com liquidez no vencimento ou com período de carência). Portanto, o banco precisa pagar ao investidor uma contrapartida, que são os Juros.


Assim, o CDB é parecido com o empréstimos que nós fazemos como consumidores, mas, é diferente em alguns detalhes. No empréstimo pessoal nós pagamos a dívida parcelada, com juros ao longo das parcelas, a taxa de juros é fixa e determinada no ato do contrato de empréstimo (em teoria, pois estamos cheio de casos de fraude em operações de crédito), a qualquer momento podemos renegociar o crédito, quitá-lo antecipadamente ou fazer a portabilidade.

Por outro lado, o CDB tem características mais distintas, o pagamento não é parcelado, o dinheiro que você investiu só volta no vencimento ou no resgate, acrescido dos juros acumulados no período. Como é um investimento, temos tributação de IR, que ocorre na fonte de forma automática e tabelada. Não podemos fazer portabilidade e nem renegociar os termos, assim que o CDB é firmado entre você e o Banco é aquilo até o vencimento. Em caso de CDBs com liquidez apenas no vencimento, não há a possibilidade de resgate antecipado e, infelizmente, a grande maioria dos CDBs não te enviam a cópia dos termos, apenas um resumo de negociação, portanto, você só vai saber com 100% de certeza o quanto vai receber no dia do pagamento.


Além disso, o CDB pode ter diversas formas de cálculo dos Juros, pode ser baseado numa Taxa de Juros Pré Fixada, Pós Fixada, Correção Monetária ou combinação desses. Por fim, infelizmente, nenhum CDB (na realidade quase nenhum investimento) rende mais ou igual à uma dívida, por isso, JAMAIS pense é possível ganhar dinheiro pegando empréstimo pessoal num banco e aplicando esse dinheiro em um CDB de outro banco.


Uma última observação, muito importante por sinal, na teoria investidor e banco podem acertar os termos do CDB, é um empréstimo afinal de contas certo? Mas, não é assim que a banda toca.


Os Bancos Comerciais grandes tem tantos clientes e a falta de educação financeira do brasileiro é tamanha, que eles tem algumas opções de CDBs padronizados e pronto, os correntistas vão pelo mais cômodo e fazem qualquer coisa, daí o investidor consciente (você que está lendo) vai se deparar com péssimas opções de CDB nos 5 grandes bancos já mencionados, pois, na realidade eles não precisam muito do seu dinheiro.


Assim sendo, se você deseja investir em CDB e ganhar um bom dinheiro com isso o primeiro passo é abrir uma conta em uma corretora de investimentos (eu recomendo pelo menos 2 ou 3 contas, para ter mais opções). Nessas corretoras, na seção de Renda Fixa, você vai se deparar com uma enorme seleção de CDBs e outras aplicações bancárias (como LCA, LCI e LC) para escolher.


As corretoras na verdade atuam como Vitrines de investimentos, é como se fosse uma OLX ou Mercadolivre dos investimentos. Os bancos de pequeno e médio porte, por não terem agências espalhadas por aí e poucos clientes, precisam usar das plataformas das Corretoras para anunciar seus CDBs e captar recursos para as suas atividades. Para nós investidores isso é uma ótima notícia pois como eles precisam do nosso dinheiro, as rentabilidades e condições que eles oferecem são bem melhores do que as dos grandes bancos.


Mas, em quaisquer casos, uma coisa é certa, você não vai negociar diretamente com o Emissor do CDB, eles vão já deixar várias opções com variações de Prazo, Valor Mínimo, Liquidez e Rentabilidade, já padronizados. Daí, você investidor apenas pesquisa entre as diversas opções e escolhe aquela que se encaixa melhor nos seus Objetivos, que é mais adequada ao seu Perfil e que atende as suas necessidades de Rentabilidade.


Esclarecido esses pontos, vamos aos exemplos práticos para entendermos à fundo o que é e como funciomam os CDBs.


Resumo do que é um CDB: É um investimento de renda fixa, no qual você empresta dinheiro ao banco. Ele vai te pagar após um determinado prazo o valor que você emprestou à ele mais Juros e/ou Correção Monetária. O valor aplicado fica "preso" durante até a data de vencimento do investimento, salvo exceções como CDB de liquidez diária ou com prazo de carência. A maioria dos CDBs são emitidos por bancos que fazem parte do FGC, portanto, o valor aplicado é segurado pelo FGC em caso de falência do banco emissor (até o limite de R$250mil por CPF).



Detalhando os termos associados aos CDBs


Aplicação Mínima: Valor mínimo que o banco emissor exige que seja investido no CDB que ele está anunciando. Muitos CDBS trabalham com aplicação mínima múltipla, ou seja, tem um valor mínimo e toda aplicação nele precisa ser múltipla desse mínimo, por exemplo, o valor mínimo e múltiplo é de R$100, ou seja, você só pode aplicar R$100, R$200, R$500 etc.

Aplicação Máxima: Valor máximo que pode ser aplicado naquele CDB para aquelas condições. Por incrível que pareça a maioria dos CDBs tem um valor máximo, acontece que o banco para chamar a atenção as vezes anuncia um CDB espetacular, com 200% da taxa Di, por exemplo. Mas como é um CDB que pode ficar caro para ele, ele impõe um limite máximo que o investidor pode fazer desse tipo de CDB. Isso é bem comum na modalidade de CDB de liquidez diária.


Valor Aplicado: O quanto você vai aplicar. Esse valor é a base de cálculo para os juros que você vai receber. E lembre-se cada aplicação de CDB tem uma data de aplicação, que é a data em que você efetuou o investimento, é como se fosse a data de nascimento daquele CDB. Mesmo que você faça outra aplicação no mesmo tipo de CDB do mesmo banco emissor, se for efetuada em um dia diferente, é um novo CDB, com uma nova data de nascimento, portanto, os valores não se somam. Isso é especialmente importante na hora de fazer aplicações mensais em CDBs, cada aplicação é única.


Indexador de Rentabilidade: Essa é uma das informações mais importantes, pois vai te dizer, aproximadamente, quanto você vai ganhar, lucrar. Temos:

  1. Taxa Pré Fixada: uma taxa de Juros fixa, como 8% a.a. ou 11% a.a. Esta taxa será aplicada no seu CDB para calcular os juros do começo ao fim. Portanto, seu lucro pode ser previsto.

  2. Taxa Pós Fixada (Indexada ao CDI): uma porcentagem de um indicador financeiro, no caso, costuma ser a Taxa DI (que você encontra no site da b3.com.br). Daí é só multiplicar a % pela taxa DI para ter uma idéia de quanto você vai receber, porém, não é possível saber com certeza uma vez que a Taxa DI varia diariamente, conforme a Taxa SELIC varia. Por isso que se chama Pós fixada, você só saberá com certeza seu lucro, no vencimento.

  3. Correção Monetária: para dar ao investidor um ganho real, acima da inflação, muitos bancos emitem CDB com correção monetária, ou seja, o valor investido vai ser atualizado pela inflação acumulada medida pelo índice IPCA ou IGPM.

  4. Híbrida: Modalidade bastante comum nos casos de correção monetária, em que além da Inflação, o CDB também será calculado com uma Taxa de Juros Pré Fixada. Porém, não há regras aqui, podemos ter % da DI + Taxa Pré; % da Di mais IPCA ou IGPM; Taxa Pré + IPCA ou IGPM; Taxa Pré + % da DI; Taxa Pré + Variação do Dólar; E assim por diante.

  5. Swap: Modalidade que está em desuso, era comum nos tempos de inflação, em que os investidores queriam se proteger associando seu investimento à variação do Dólar. O que ocorria era um CDB que oferecia duas opções, uma taxa de juros pré ou pós ou a variação acumulada do dólar no período, na data de vencimento ou numa data pré determinada o investidor podia escolher se trocava (swap é troca em inglês) o indexador por uma dessas opções.

Observações importantes sobre a Rentabilidade: É muito difícil saber com 100% de certeza quanto será sua rentabilidade numa aplicação de CDB, o motivo disso é a matemática financeira, a matemágica como os economistas brincam. Isso ocorre porquê os Juros podem ser calculados de diversas manerias e como a maioria dos CDBs não contam com um prospecto detalhado que evidencie o método de cálculo dos juros, podemos apenas fazer suposições e aproximações de quanto você vai receber. Logicamente, é certeza que você terá lucro mas quanto exatamente é bem díficil de se dizer.

Vou exemplificar esse fato mais adiante.


Prazo: É a duração do CDB, costuma ser medida em Dias. A diferença entre a data da aplicação e a data de vencimento (o dia que ela de fato foi efetivada, é preciso tomar cuidado com esse detalhe, muitos CDBs levam de 1 a 3 dias úteis para serem efetivados, ou seja, não é necessariamente no mesmo dia em que você deu OK no seu App ou confirmou a aplicação no Broker da Corretora). Também pode ocorrer em Meses ou Anos, vai depender do Emissor. Essa informação influencia diretamente na conta de rentabilidade de juros.


Liquidez: Significa quando você vai poder ver o seu dinheiro de volta, se for no Vencimento significa que não há a possibilidade de resgate antecipado, antes do vencimento. Se houver carência, significa que depois de um determinado tempo (em dias ou numa data específica), você pode pedir o resgate antecipado do seu CDB, antes do seu vencimento, logicamente, você apenas vai receber um valor proporcional da sua rentabilidade. Por fim, existe a opção de Liquidez Diária, muito boa para seu Pé de Meia, que significa que a qualquer momento voc~e pode resgatar seu CDB e pegar seu dinheiro de volta, em caso de resgate antes de corridos 30 dias da data de aplicação haverá uma cobrança de IOF (que é bem salgadinha), além disso, a rentabilidade acaba sendo bastante reduzida. Em todos os casos a definição da alíquota de IR que será cobrada vai depender do tempo em que o dinheiro ficou parado no CDB. Se você resgatou antes do vencimento, digamos que tenha passado apenas 180 dias, mesmo que o CDB tivesse prazo de vencimento de 1000 dias, a alíquita de IR será a equivalente aos 180 dias.


Garantia FGC: A grande maioria dos emissores de CDB são associados ao FGC, isso significa que em caso de falência ou incapacidade do banco de te pagar o seu CDB, o FGC vai te ressarcir, assim sendo, a chance de prejuízo no caso dos CDBs é muito muito baixa. O Limite de ressarcimento, porém, é de R$250mil por CPF (para maiores informações acesse fgc.org.br)


Tributação de IR: A tributação ocorre na fonte com base no Lucro Financeiro de forma automática, a corretora ou banco emissor que fará o recolhimento de IR. A alíquota é conforme a tabela já mencionada no começo desse artigo. A data entre a aplicação e o resgate/vencimento definirá qual será a alíquota. Essa alíquota incide apenas sobre o Lucro.


Exemplos de CDB


Antes de exemplificar é preciso explicar a matemática financeira (em breve teremos um curso gratuito de Matemática do dia a dia no site).

Existem duas formas de se calcular os Juros: Simples e Compostos.


Antigamente os CDBs eram calculados na maioria dos casos da forma Simples, mas hoje existem modalidades com Juros compostos. Além disso, temos a questão do tempo, se o período da taxa de juros for ao ano, mas o prazo for em dias, um dos dois terá de ser convertido e a maneira como essa conversão for feita vai afetar o resultado da conta. Assim sendo, vou fazer um exemplo bem básico com todos os possíveis resultados que a matemágica nos permite auferir:


Em um CDB com taxa pré fixada de 10% a.a. no valor de R$1000, com duração de 360 dias. Podemos ter os seguintes Lucros Brutos (sem contar o IR):

  1. R$ 100,00

  2. R$ 95,69

  3. R$ 95,32

  4. R$ 104,71

  5. R$ 105,16

O ideal é que o resultado seja R$100, mas todos os outros resultados são possíveis e vão depender da maneira como a Taxa e o Prazo vão ser combinados. Porém, nada que valha perder a cabeça, essa curiosidade é apenas para quem tem TOC com números e contas (rs).


Como escolher um investimento em CDB?


O primeiro passo é definir os seus objetivos de investimentos (leia mais sobre isso aqui), em seguida, é preciso calcular a sua Rentabilidade Mínima Aceitável (que explicamos como nesse artigo), depois acesse as suas contas de investimentos nas corretoras ou bancos de investimentos que você utiliza (disse no plural pois é preciso comparar as alternativas).


Cada banco ou corretora tem o seu jeito de apresentar as opções de CDB, se for no site ou no App do celular a interface muda, mas todos eles são obrigados a apresentar algumas informações fundamentais (e se eles não apresentam já fica a dica pra trocar de corretora/banco). As informações são:


Valor Mínimo de Aplicação ou Aporte Mínimo

Representa o valor mínimo que você precisa investir no CDB, muitos CDBs costumam exigir que qualquer investimento nele seja um múltiplo desse valor mínimo. Portanto, o que vai definir se você vai ou não fazer esse CDB em questão é o seu planejamento de investimentos, se você planejou fazer um aporte desse valor.

Dica: quando for fazer uma aplicação de CDB, se seu site ou App tiver essa função, filtre as alternativas de CDB pelo valor mínimo, coloque o quanto você pretende aplicar e pronto, já adiantou parte do trabalho, de nada adianta analisar um CDB que o valor mínimo não se encaixa no que você planejou.

Prazo de Duração ou Vencimento

Esse também é determinado pelo seu plano de investimentos e seus objetivos. Em resumo é o tempo em que o seu dinheiro vai ficar "preso" no CDB, ou seja, a data de vencimento ou a duração em dias é o tempo que vai levar para você receber o seus Juros (lucro) e o valor investido inicialmente.

Dica: Para Reserva de Segurança, prazos inferiores a 90 dias. Para investimentos em Renda Fixa com foco no lucro, prazos superiores a 720 dias, porém, evite prazos muito longos como 1080 dias ou mais (é muito tempo pra ficar sem poder fazer nada com seu dinheiro, os cenários econômicos podem mudar drasticamente em 5 anos).

Liquidez

Essa informação é fundamental, ela afeta a definição do prazo, afinal, um CDB com liquidez diária, o prazo é quase irrelevante, pois você pode resgatar a qualquer momento. Por outro lado, um CDB com liquidez apenas no vencimento, o prazo é primoridal pois você não vai conseguir resgatar seu dinheiro antes do prazo. Alguns CDBs tem a chamada liquidez após carência, que é um tempo mínimo de permanência do seu CDB antes de poder pedir o resgate. Esses também são interessantes, pois, quanto maior a liquidez, menor costuma ser a rentabilidade.

Dica: Para reserva de segurânça, liquidez diária é a regra. Para investimentos, liquidez no vencimento ou com carência terão de ser as escolhas para se conseguir rentabilidades melhores.


Rentabilidade

Essa informação é a "pior", digo isso pois costuma ser apresentada de maneira fantasiosa. Quase nunca a rentabilidade anunciada de um CDB, seja ela em R$ ou em %, vai bater com o quanto você de fato vai receber. Primeiro temos o Imposto de Renda, depois o IOF em caso de resgate antes de 30 dias e, ainda, temos a questão que já comentamos do método de cálculo. Porém, não tem muito o que ser feito a respeito, essa é a informação que você vai ter, portanto, é ela que você vai usar de base de comparação entre as alternativas de CDB. Utilize nossa calculadora (no botão abaixo) para verificar a rentabilidade estimada após o IR e também o nosso simulador de Rentabilidade Mínima Aceitável, para critério de seleção.
Dica: Taxas pré fixadas são um tiro no escuro, por um lado você sabe quanto vai ganhar, por outro a inflação e a variação da Taxa SELIC podem te deixar pra trás, somente aposte em CDB com taxa pré fixada se ela for elevada (acima de 10% a.a.) e por no máximo um período de 3 anos, além disso, em momentos de expectativas de inflação elevada (consequentemente, a SELIC sobe nesses períodos), não vale o risco apostar em CDB com taxa Pré. Taxas Pós fixadas em % da Di devem ser superiores à 115% para compensar a tributação, o ideal é acima de 150%, mesmo assim, o risco inflacionário ainda existe, mas, por ser Pós fixada, se a SELIC subir você ganha junto. Por fim, os CDBs híbridos com Taxa Pré e Correção Monetária ou Taxa Pós e Correção Monetária são o melhor dos dois mundos, nesses casos, basta encontrar um CDB em que a Taxa Pré ou a estimativa da Taxa Pós estejam próximos à sua RMA, lembrando que sua RMA é bem menor quando há Correção Monetária (ajuste que a nossa calculadora faz pra você).



Em seguida, temos as informações opcionais, mas não menos importantes:


  • Garantias: A maioria conta com cobertura do FGC, na dúvida, acesse o site do fgc.org.br e procure pelo nome do Emissor do CDB.

  • Nível ou Grau de Risco: Alguns costumam apresentar um Rating de Risco, junto do nome do Emissor ou logo abaixo. Quanto mais letras a menos arriscado é o emissor, portanto, menos ele deverá pagar de rentabilidade. Se houver cobertura do FGC, não há muito com o que se preocupar aqui, afinal, risco e rentabilidade andam juntos, mesmo na renda fixa.

  • Emissor: É o nome da instituição bancária que emite o CDB, serve para você pesquisar no site do FGC.

  • Valor Máximo de Aplicação: Alguns CDBs possuem um valor limite de investimentos, para o cliente não aplicar demais, normalmente, CDBs com liquidez diária com taxas % excelentes para atrair novos clientes costumam ser assim.

  • IR e IOF: Aqui não há dúvidas, é a tabela do começo do nosso post. Quanto maior o prazo menor o IR, até o limite de 15% após 720 dias.


Para mais sobre Renda Fixa e CDB escute nosso podcast



E por hoje é só, esperamos que agora o CDB não seja mais um bicho de sete cabeças, quaisquer dúvidas ou dificuldades não deixe de entrar em contato!


Muito obrigado!


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댓글 1개

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Célia Rodrigues
Célia Rodrigues
2021년 9월 17일

Maravilha de conteúdo, muito esclarecedor e de fácil compreensão! 👏👏👏

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